Não existe meio mais seguro para fugir do mundo do que a arte, e não há forma mais segura de se unir a ele do que a arte.
domingo, 30 de outubro de 2011
História das Artes Visuais 1 ARV TEA - UAB3
No encontro presencial que participei elaboramos um trabalho que focasse na criação de uma reflexão sobre como a representação do corpo e a criação de possibilidades em torno desta representação podem gerar discursos simbólicos sobre valores pessoais e culturais, usamos a palavra e expressão ”vaidade”, pois é um dos pecados capitais e esta ligado de certa forma aos princípios naturais da humanidade, alem de favorecer a criação do trabalho, usamos material orgânico para essa criação flores, pétalas, sementes, pó de serragem, giz de cera e bastante cola e muita criatividade, para organização da atividade dividimos as tarefas entre os envolvidos no grupo e buscamos ouvir a opinião de todos, anotamos as melhores idéias e fomos ao trabalho usamos uma das integrantes como molde para realizar o contorno e fomos preenchendo os espaços com nosso material, essa atividade gerou muito dialogo entre todos do grupo cada um tinha uma opinião uma idéia diferente uma sugestão, foi realmente prazerosa.
Nosso trabalho final ficou muito bom, pois acho que conseguimos alcançar o objetivo solicitado, a vaidade expressada por forma de arte fica muito clara e simples de se compor, ficou para todos do grupo um novo conceito para as formas de representação por meio de imagens, sem contar que aprendemos e descobrimos que podemos criar por meio de materiais diversos encontrados nos continhos da vida, ou seja, podemos transformar material de refugo em belas obras de artes, o grupo no termino da atividade se demonstrou muito feliz e bastante interagido depois da atividade pronta, vejo nessa atividade uma bela janela para futuras novas representações que quero aplicar em sala de aula com meus futuros alunos, acho que escolher um tema pertinente ao do material estudado e abordar assuntos que pudessem gerar bastante dialogo, creio que todos levarão um pouco dessa atividade par suas futuras carreiras profissionais.
Fica o pensamento que muito podemos expressar com apenas uma imagem e que por meio desta podemos abrir novos caminhos e novos conceitos sobre expressão e formas de criação, acho que muito pode ser dito e representado a partir de uma imagem bem elaborada, e que com muita concentração e uma boa criatividade todos nos somos capazes de criar e gerar sentimentos de amor e ódio por meio de uma imagem apresentada tenho a certeza que ao me deparar a partir de hoje com uma imagem tentarei buscar seu significado mais a fundo.
sábado, 29 de outubro de 2011
Sebastião Salgado

Curso Licenciatura em Artes Visuais
Teoria da Arte - Artes Visuais UAB3
Aluno: Clevio Cardoso dos Santos.
Data:28/10/2011
Sebastião Salgado
Sebastião Salgado é um fotógrafo brasileiro reconhecido mundialmente por seu estilo único de fotografar, Nascido em Minas Gerais no dia 8 de fevereiro de 1944, é um dos mais respeitados foto jornalistas da atualidade, no dia 03 de abril de 2011 foi nomeado como representante especial do UNICEF. Fato que o engrandece ainda mais e o torna ainda mais respeitado, Sebastião Salgado recebeu praticamente todos os principais prêmios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho, Sebastião Salgado dedicou-se a fotografar as vidas dos deserdados do mundo, ele trará em suas fotos geralmente o que não vemos em comum, esses trabalhos estão documentados em 10 livros e muitas exposições.
Sebastião Salgado montou uma exposição no Escritório das Nações Unidas em Nova Iorque, com 90 retratos de crianças desalojadas extraídos de sua obra Retratos de crianças do êxodo, essas impressionantes fotografias prestam solenes testemunho a 30 milhões de pessoas em todo o mundo, a maioria delas crianças e mulheres sem residência fixa, Sebastião Salgado expressa em seus trabalhos a sua determinação em mostrar um significado mais amplo do que está acontecendo com essas pessoas, criou um conjunto de imagens que testemunham a dignidade de toda a humanidade ao mesmo tempo em que protesta contra a violação dessa dignidade por meio da guerra, pobreza e outras injustiças, Salgado mora atualmente em Paris com sua esposa e colaboradora, Lélia Wanick Salgado.
Esta é mais uma das belas fotografias de Sebastião Salgado, é uma imagem surpreendente que nos transmite diversos sentimentos quando nos depararmos com ela, busquei na internet algum comentário referente a essa fotografia, mas não consegui encontrar nada que tivesse ligação. Para mim está fotografia é um retrato da pobreza e da beleza misturadas pelas formas e expressões e fé demonstrada na obra, imagina as mais variadas sensações e sentimentos que esta imagem pode abrir em nossas mentes, trás a flor da pele sentimentos como dor, esperança, amor, raiva e ódio marcados pela injustiça e o desprivilegio com os mais fracos e oprimidos, que geralmente são esquecidos pelas sociedades mundiais, que são responsáveis pela sujeira e miséria imposta pelo homem por onde passa. Sebastião Salgado procura fazer as pessoas refletirem sobre a situação econômica do local retratado, seja por meio do choque, ou seja, por meio da imagem nua e crua da pobreza, da dor, e da fome. Uma vez questionado em uma de suas exposições, disse: "Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair", através de suas lentes, Salgado explora temas clássicos da economia como desigualdade social e globalização, sua intenção é gerar debate ao redor dessas questões expondo-as da forma mais clara possível em suas imagens, essa imagem citada como exemplo nos trás indignação, pois vemos um planeta rico em recursos naturais e que é altamente sustentável onde não deveria existir miséria ou fome em pleno século XI, vejo o trabalho de Sebastião Salgado como uma ponte que nos liga com o descaso do homem para com seu semelhante, este povo sofrido que na maioria da vezes não conhece seus direitos perante a democracia, e que são vitimados pela exploração e violência a milhares de anos, desde o principio dos tempos e que o mundo fingi não enxerga, pode ser que a obra de Salgado, pelo excesso de choque, leve à anulação de seus efeitos com o tempo ou com a observação contínua, mas, é inegável o efeito da primeira impressão de um rosto faminto e sôfrego de uma criança em estado deplorável de desnutrição. A fotografia é um instrumento de retratação que mais se aproxima do que denominamos realidade pois o objeto retratado se aproxima muito do que vemos fisicamente. No entanto, a arte fotográfica tem como objetivo mostrar o que não é possível ver diretamente: ações, reações, sentimentos, pensamentos.
Agostinho ou Aurelius Augustinus

Curso Licenciatura em Artes Visuais
Teoria da Arte - Artes Visuais UAB3
Aluno: Clevio Cardoso dos Santos.
Data: 26/10/2011
Agostinho ou Aurelius Augustinus
Agostinho era um escritor primoroso, expoente da literatura em língua latina, o que pode ser confirmado principalmente pela leitura das suas Confissões. Agostinho ou Aurelius Augustinus foi um homem que viveu num momento limite, o Império romano se esfacelava com a queda de Roma, terminava o mundo antigo e tinha início a Idade Média, Agostinho preferiu dedicar-se a uma vida de prazeres, preferencialmente os sexuais, tanto que se celebrizou sua seguinte frase: "Senhor, torna-me casto, mas não ainda”. Agostinho leu o filósofo e orador romano Cícero (106-43 a.C.) e, influenciado por ele, deu início a uma busca filosófica pela verdade, que o levou a adotar as mais diversas posições filosóficas e religiosas, para Agostinho, o tempo não tem realidade em si, é uma invenção do homem, constituído por três nadas: o passado, que não existe mais; o futuro, que ainda não existe; e o presente, tão fugaz que é uma mistura de passado e futuro, e a partir daí que se compreende com certa facilidade a concepção agostiniana de Deus.
Por isso, Agostinho é considerado também um pioneiro da psicologia. Na Igreja Católica, e na Igreja Anglicana, é considerado um santo, e um importante Doutor da Igreja, e o patrono da ordem religiosa Agostinha, ele aprofundou o conceito de pecado original dos padres anteriores e, quando o Império Romano do Ocidente começou a se desintegrar, desenvolveu o conceito de Igreja como a cidade espiritual de Deus, Agostinho foi canonizado por reconhecimento popular e reconhecido como um Doutor da Igreja, na Igreja Católica, o seu dia é 28 de agosto, o dia no qual ele supostamente morreu. Ele é considerado o santo padroeiro dos cervejeiros, impressores, teólogos e de um grande número de cidades e dioceses.
Alguns estudiosos mostraram que o neoplatonismo também foi influenciado pela teologia cristã, notavelmente pelos sistemas de crenças do agnosticismo Agostinho de Hipona foi neoplatônico antes de sua conversão ao catolicismo algumas de suas obras mais otimistas foram escritas durante este período.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Leitura de imagens "O Busto de Nefertiti" ," A Vénus de Willendorf"
História das Artes Visuais 1 ARV TEA - UAB3Aluno: Clevio Cardoso
Data: 23/10/2011
O Busto de Nefertiti
O Busto de Nefertiti mede 50 cm de altura, tratando-se de uma obra inacabada, é uma obra que fascina pela forma expressiva que demonstra em suas curvas e detalhes, esta escultura retrata uma beleza feminina incomum com um olhar orgulhoso, um rosto proporcionalmente estruturado, com os ossos das bochechas elevados e sobrancelhas delicadamente curvadas, o nariz fino, lábios grossos, e um pescoço longo e aristocrático, Nefertiti deve ter sido uma mulher charmosa de aparência excepcional, o mais fascinante de todos é um busto pintado e esculpido em pedra calcária e gesso, que é exibido no Museu Egípcio de Berlin desde 1924.
Nefertiti foi uma rainha do Antigo Egito e esposa principal do faraó Amen-hotep IV, o seu nome significa "a Bela chegou", o que levou muitos investigadores a considerarem que Nefertiti teria uma origem estrangeira, o busto de Nefertiti tem cerca de 3400 anos e foi descoberto em 1912, no sul do Egito, pelo arqueólogo alemão Ludwig Borchardt, o busto de Nefertiti está em exposição no Neues Museum de Berlim, situado na célebre Ilha dos museus da capital alemã, onde foi mostrado pela primeira vez ao grande público em 1927, antes de ter sido transferido para o museu Egípcio, os egípcios pedem a sua restituição desde a década de 30 do século passado, sempre sem sucesso.
A Vénus de Willendorf,
A Vénus de Willendorf,é uma escultura que representa em suas forma as curvas de uma mulher gorda, tem na cabeça um possível trançado comum da época ou uma ampla quantidade de olhos, mas ela parece valorizar e demonstrar as formas e qualidades da mulher, com curvas avantajadas e enriquecendo as partes mais intimas femininas, acredito que esta escultura deve representar alguma figura do passado, os pés da estátua não estão esculpidos de forma que se mantenha em pé por si mesma, especula-se que fosse usada apenas para observação, podendo ser apenas um amuleto, existe uma hipótese de que poderia ser inserida na vagina, em rituais de fertilidade, estima-se que tivesse sido esculpida há 22000 ou 24000 anos, pouco se sabe sobre a origem, método de criação, está esculpida em calcário oolítico, material que não existe na região, e colorido com ocre vermelho. A Vênus de Willendorf é hoje, vista como um símbolo universal do poder feminino de fertilidade e abundancia, foi produzida, provavelmente, por tribos nômades de caçadores que deram origem aos povos chamados indo-europeus.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Plínio o Velho

Curso Licenciatura em Artes Visuais
Teoria da Arte - Artes Visuais UAB3
Aluno: Clevio Cardoso dos Santos.
Plínio o Velho
Gaius Plinius Secundus (N. Como, Itália, 23 d.C.; ob. perto de Pompeia, Itália, 25 de Agosto de 79 d.C.), mais conhecido como Plínio o Velho, foi um escritor, naturalista e comandante do exército no Império Romano. Aos 12 anos passou a viver em Roma, onde foi educado na arte da oratória, estudou literatura, direito e teve também treino militar, os cargos mais elevados foram conseguidos apenas pelo seu herdeiro, no entanto, graças à posição do seu pai e também à sua própria educação, aos 23 anos já tinha começado uma carreira de oficial.
A sua primeira obra foi uma monografia sobre a utilização de lanças pela cavalaria e a este trabalho seguiu-se rapidamente outro sobre a história das expedições romanas na Alemanha, Por volta do ano de 58 d.C. Plínio já tinha terminado os seus deveres militares e regressou a Itália. Aqui, durante os 10 anos seguintes, escreveu trabalhos sobre oratória e gramática e terá provavelmente exercido também funções como advogado. Numa fase mais avançada da sua vida, Plínio tornou-se num conselheiro reconhecido de Vespasiano e depois de Tito. O seu último cargo oficial foi de comandante de uma frota com base em Miseno, na extremidade noroeste da Baía de Nápoles. Foi a partir desta cidade que começou a viagem que o levou à morte, tendo sido tomado pelos fumos provenientes da erupção do Vesúvio, perto de Pompeia.
Gaius Plinius Secundus também apresentava em muitas de suas obras relatos e acontecimentos que descreviam figuras do passado. Mas não era só o seu interesse em História que estava refletiu no seu trabalho. A oratória também está presente, principalmente nas numerosas denúncias de ganância, extravagância, decadência moral e ainda em panegíricos da Natureza, do Império Romano, e Itália e de homens do estado como Tito, Pompeu e Cícero.
A sua principal e grande obra foi Naturalis Historia, um trabalho de 37 volumes dedicado a Tito (em 77 d.C.), mas cuja redação final foi feita por Plínio o jovem, já após a morte do seu tio, esta foi à única obra da sua autoria que chegou até aos tempos de hoje, seu desejo de ser útil e a necessidade de produzir registros duradouros da Ciência do passado foram os principais motivos que o levaram a escrever esta obra. Naturalis Historia acabou por influenciar grandemente os séculos seguintes (principalmente na área da medicina e da geografia). Apesar disto, a sua contribuição para a História da Arte é imensa: muitas das suas dissertações sobre pintura, esculturas em bronze e em mármore, Historiadores da Ciência consideram que muitas vezes as suas descrições tornam a identificação de espécies difícil, mas admitem que ele foi indispensável: mesmo quando estava errado, as suas idéias acabaram por ajudar a obter novas perspectivas, como uma fonte de informação, tanto científica como não-científica.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
A TEMPESTADE, DE SHAKESPEARE

Curso Licenciatura em Artes Visuais
História do Teatro 1. ARV e TEA - UAB3
Aluno: Clevio Cardoso dos Santos.
A TEMPESTADE, DE SHAKESPEARE
A tempestade a ultima obra de A última obra teatral de Shakespeare, graciosa pela sua historia é vista por muitos críticos como um de seus trabalhos mais singulares, esta obra narra uma trajetória dolorosa, vivida pelo aristocrata Próspero e sua filha Miranda, Próspero é usurpado do ducado por seu irmão Antonio, Próspero é possuidor de uma biblioteca fenomenal onde aprende sobre a magia, com a ajuda do rei de Nápoles, Alonso. Próspero e sua filha Miranda, ainda bem pequena, são jogados no mar por motivos políticos, e a buscar abrigo em uma pequena ilha, nesta ilha Próspero encontra varias dificuldades Na ilha, vivem somente uma bruxa, que logo foi vencida pela magia de Próspero, e seu filho, um monstro chamado Calibã que se torna seu escravo e aprende seu idioma. Aí então começam as comparações com o sistema colonial que viria a se fortalecer nos séculos seguintes à peça. o autor revela os esforços de pai e filha para garantirem a existência neste lugar repleto de surpresas. Ao mesmo tempo, revelações inusitadas e arrebatadoras têm como cenário esta terra estranha, esses monstros que habitavam a terra logo são domados e escravizados pela magia de Próspero e começam a garantir o sustento com o que há de melhor em sua terra.
Durante uma viagem à África para ceder sua filha a um rei de lá, Alonso retorna à Nápoles junto de seu filho, o príncipe Fernando, Antônio o “usurpador” Sebastião (irmão de Alonso), e outras figuras da nobreza. Então, Próspero chama uma tempestade tão grande e cheia de significados no meio literário que se torna, com razão, o título da peça. O rei de Nápoles, seu irmão e Antônio vão parar naufragados em uma parte da ilha onde se encontrava Próspero e sua filha Miranda, A intenção de Próspero é posicionar nesta Ilha os adversários para que aí eles sejam enlouquecidos.
O usurpador Antônio, então, incita Sebastião a matar Alonso para tomar o reinado de Nápoles à moda de Milão, repetindo sua trajetória de poder até o ducado. Esse plano sombrio falha graças a Ariel, gênio aéreo a serviço de Próspero, ele está por trás da tempestade que resulta o naufrágio de todos na ilha, e serve a Próspero perfeitamente, visando sua liberdade, a segunda direção assumida pela trama demonstra como os dons intelectuais e místicos de Próspero e Ariel se mesclam e, em conjunto, geram um naufrágio, porém, existem muitos outros aspectos da peça que são tão geniais, outros personagens que naufragam também na ilha é o despenseiro Estefânio, responsável por salvar toda a bebida do navio e dar um porre em Trínculo, um bobo da corte, e em Calibã, o monstro metade peixe/metade homem “colonizado”, esses personagens, bêbados, resolvem matar Próspero para se tornarem os senhores da ilha, mas isso só gera boas risadas durante a peça.
Próspero e sua filha se superam, e tendo alguns espíritos a seu serviço ele arquiteta sua vingança, por fim começa a executá-la, de forma sutil e natural com o auxilio do espírito Ariel, o que ele não esperava é que sua filha se rendesse aos encantos de Ferdinando, nascendo ai um amor entre ambos, sua filha e o filho de seu inimigo, Alonso o rei de Nápoles, ao final, o autor consegue juntar esses três núcleos em uma única cena e, em seu epílogo, em que Próspero consegue finalmente sua retomada do poder, Próspero foi realmente vitorioso em sua revanche.
Esta obra foi criada por Shakespeare por volta de 1611 e 1612 foi influenciado por diversas produções literárias do contexto em que viveu, particularmente pelas descrições das viagens marítimas de Peter Martur, que fazem com que a genialidade de Shakespeare, indiscutível, aflore mais uma vez, ou talvez pela última.
Ricardo III, de Shakespeare
Curso Licenciatura em Artes Visuais
História do Teatro 1. ARV e TEA - UAB3
Aluno: Clevio Cardoso dos Santos.
Ricardo III, de Shakespeare
Na obra Ricardo III William Shakespeare apresenta um personagem sedento de poder, disposto a qualquer coisa para atingir os seus objetivos, a peça é apresentada numa estrutura dramatúrgica e musical baseada em apresentações narrativas divididas em atos e cenas, a obra é apresentada a apresenta uma família que é vitima de tramas do Duque de Gloucester que anseia o trono e para isso usa de conspirações e corrupções em busca de poder, onde são apresentadas paz e guerra beleza e feiúra e contradições, na obra Ricardo III Duque de Gloucester se apresenta como a solução e unificador dessas contradições estabelecendo uma comparação entre a situação presente e aquilo que era o passado e faz uma avaliação. Segundo ele os soldados encontram-se ociosos e o país já esteve em melhor situação. Ricardo III Duque de Gloucester faz também a sua auto-caracterização física e psicológica, confessando o seu desconforto com a situação atual e opondo-se por isso ao resto das personagens.
A forma como ele se descreve, leva o espectador a crer que ele é empurrado para o mal, já que a sua natureza não o deixa ser um amante, Ele nunca age diretamente, usa os outros para obter os seus objetivos. O primeiro objetivo da sua estratégia é não deixar sucessores diretos ao trono a fim de se proteger de qualquer ameaça que se trame para ser uma possível sucessão, com isso Ricardo Duque de Gloucester trama novamente para conquistar e seduzir Anne, mesmo sendo o assassino do marido ele tenta transforma viúva na sua futura amante com objetivos de conquistar o reino e se tornar rei Ricardo III Duque de Gloucester toma uma atitude de submissão para tentar conquistá-la, é persuasivo para tentar controlar as atitudes e sentimentos de Anne. Diz-lhe que ela é uma deusa com poder transformador e chega mesmo a entregar-lhe a sua espada e confessar alguns dos seus crimes. Ela fica contente com o aparente poder que exerce sobre ele e a dúvida instala-se na sua mente, sendo mais uma vitima das trapaças de Ricardo III Duque de Gloucester. Ricardo faz o seu auto - elogio e também revela o seu desprezo por Anne.
Por um lado sente-se orgulhoso pelos seus feitos e até se compara ao príncipe morto, no entanto quando fala dela diz sentir desprezo pela fraqueza dela, como se ela tivesse sido infiel e responsável pela morte do marido morto, mas Ricardo Duque de Gloucester apresenta-se como incatisfeito com sua realidade e tenta procurar esplicações para tamanhas maldades e atrocidades, chegando a dizer, mas eu não fui talhado para habilidades esportivas nem para cortejar um espelho amoroso. Fui grosseiramente feito e sem a majestade do amor, para poder pavonear-me diante de uma ninfa de lascivos meneios. Eu, privado dessa bela preparação, desprovido de todo encanto pela pérfida natureza, fui feito disforme, inacabado, enviado por ela antes do tempo para este mundo dos vivos.
A peça Ricardo III, escrita entre 1592 e 1593, por William Shakespeare é uma obra bem elaborada e dividida, a peça tem no seu conteúdo dramático as formas nas quais se revelam as práticas coletivas dos meandros do poder e das ações sociais. Um jogo posto em cena a fim de mostrar os jogos da sociedade que a fazem e desfazem. constituí-se como a tetralogia da Guerra das Duas Rosas, gozando de popularidade pelo seu vigor e temática, antes dele, a ação dramática tinha como tema central o relacionamento dos homens com o divino (principalmente os gregos) Ricardo III é uma peça carregada de signos, significados, valores pertencentes ao Renascimento, período histórico que rompe com o mundo medieval, Shakespeare produziu uma peça histórica renascentista, que pertence a todas as épocas, representando de modo peculiar o imanente significado real da política.
sábado, 15 de outubro de 2011
COMENTÁRIO LISÍSTRATA, DE ARISTÓFANES
Curso Licenciatura em Artes Visuais
História do Teatro 1. ARV e TEA - UAB3
Aluno: Clevio Cardoso dos Santos.
LISÍSTRATA, DE ARISTÓFANES
As mulheres das cidades gregas envolvidas na Guerra do Peloponeso, cansadas de uma guerra que já durava 20 anos lideradas pela ateniense Lisístrata, decidem instituir uma greve de sexo até que seus maridos parem a luta e que se estabeleça a paz, as mulheres de Atenas, de Esparta, de Beócia e de Corinto cidades gregas mais duramente atingidas guerra, chefiadas pela ateniense Lisístrata, As mulheres já estavam cansadas de sofrer pela perda de seus maridos nos campos de batalha, unidas as mulheres tramam a fim de alcançar o propósito de terem os homens de volta, mesmo que para isso tivessem que lutar contra seus próprios desejos sexuais, juntas decidiram a invasão da Acrópole, onde é guardado o tesouro ateniense, todas concordam, e a Acrópole é tomada o coro de velha tenta expulsar as mulheres da Acrópole com tochas, mas são impedidos pelos soldados que ali se encontravam que tentam conter tamanha invasão, mas o numero de mulheres é maior, já no poder da cidade, então Lisístrata expõe as razões pelas quais acredita que as mulheres são melhores que os homens para resolver conflitos, o comissário afirma que o lugar das mulheres é dentro de casa, Lisístrata explica ao coro de velhas os tremendos esforços que tem de fazer para impedir que as mulheres entrincheiradas na Acrópole escapem e confraternizem com o “inimigo” essa luta enfraquecia a Grécia toda, pondo-a à mercê dos bárbaros. Inspirado por um profundo sentimento de patriotismo e humanidade, Aristófanes se fez porta-voz de todas as esposas e mães gregas e, por intermédio de Lisístrata, lançou um veemente apelo em favor da paz, não somente aos atenienses, mas a todos os gregos.
Mesmo com todos apelos apresentados por Lisístrata as guerras continuaram, mutilando o mundo. a mensagem de Aristófanes não foi ouvida e a guerra continuou. Depois de impedir diversas fugas, Lisístrata lê uma profecia que assegura a vitória às mulheres, desde que se mantenham firmes em seu propósito, Cinésias, marido de Mirrina, vem à cidadela tentar convencer a mulher a voltar. Ela finge concordar, provoca-o bastante e foge para a Acrópole, deixando-o literalmente inflamado de desejo. Aparece então um arauto lacedemônio no mesmo estado, e afirma ao Prítane que veio tratar da paz, pois em Esparta e nas demais cidades todos os maridos estão na mesma situação, o coro de velhos e o coro de velhas atenienses se entendem e fazem as pazes, Os representantes de Esparta se encontram com os representantes de Atenas; todos estão tremendamente excitados. Lisístrata aparece, e intermedeia o acordo para a paz, Atenienses e espartanos, reconciliados, comemoram o fim da guerra.
Aristófanes nasceu em Atenas por volta de 457 a.C, mas são poucos os dados que possuímos acerca de sua vida. Sabemos que seu pai se chamava Filípides, Foi criado provavelmente no meio rural, consta que se tornou careca por volta dos vinte anos, exerceu um cargo público e que teve dois filhos que seguiram carreira no teatro cômico, chamados Araros e Filipos, ao todo escreveu mais de quarenta peças das quais apenas onze são conhecidas viveu toda a sua vida sob o esplendor do “Século de Péricles”, e também sob o início e o fim da guerra do Peloponeso viu de perto a destruição econômica, militar e cultural de sua Cidade-Estado, Aristófanes era um patriota, cuja guerra do Peloponeso se fez sentir em suas obras de uma forma muito intensa, sobretudo, representa um apelo à paz, uma crítica a diversos setores da sociedade obstinados pela guerra, foi defensor do passado de Atenas, dos valores democráticos tradicionais, das virtudes cívicas e da solidariedade social, enfim, comentou em diálogos críticos e inteligentes todos os temas importantes da época, a Guerra do Peloponeso, os métodos de educação, as discussões filosóficas e o papel da mulher na sociedade. Sendo assim tornou-se o principal representante da comédia.
COMENTÁRIO AS BACANTES, DE EURÍPIDES.

Curso Licenciatura em Artes Visuais
História do Teatro 1. ARV e TEA - UAB3
Aluno: Clevio Cardoso dos Santos.
AS BACANTES, DE EURÍPIDES.
A peça os bacantes de Eurípedes é uma história que retrata o surgimento da tragédia no século v a.C. na Grécia, a obra é um relato dos primeiros passos do culto ao deus Dionísio. Tratava-se de uma divindade estrangeira que chegara à Grécia, mais precisamente a cidade de Tebas, terra de sua mãe, para ali implantar seu culto, exigindo das suas autoridades que lhe prestassem as devidas homenagens e libações às quais ele, Dionísio, deus do vinho e da vindima, se achava no direito, Dioniso chega a Tebas, Cadmo e Tirésias estão a favor, mas o rei Penteu é contra. Dioniso que induz um delírio nas mulheres da cidade que partem para o monte Cíteron juntamente com as mênades, Baco então conversa com Penteu, que se ofende com a arrogância daquele e o manda prender, Durante a noite Dioniso escapa facilmente se evade da prisão com suas seguidoras induzidas pela magia, no outro dia volta a conversar com o prefeito de Tebas. É quando o deus, ainda disfarçado de mortal, começa a sua cruel vingança: ele ilude Penteu e o faz vestir-se de mulher para ir assistir os cultos das bacantes, entre as quais se incluía Agave, a mãe do prefeito.
Na floresta Dioniso ilude suas seguidoras e dá uma enorme força a Agave, que mata o próprio filho com as mãos - Brômio a fizera acreditar que Penteu era um leão. Penteu é descoberto, morto e desmembrado pelas mulheres em êxtase, e sua cabeça é levada para Tebas por Agave, que acredita ter matado um filhote de leão, Dionisio não se contentando com sua vingança depois de ter arquitetado a trágica morte de Penteu prefeito de Tebas, ainda não era o suficiente para saciar o desejo de vingança do deus: este manda Agave e seu pai, Cadmo, se exilarem da cidade, apesar deles terem o apoiado e estarem sempre do seu lado.
Uma coisa muito notável. E Que Penteu, que é o prefeito de Tebas é facilmente iludido e enganado por Dionisio que o induz a desfilar pela cidade vestido de mulher a fim de assistir os rituais das mênades, sem imaginar seu trágico final, e que viria a ser a principal atração e vítima do transe dionisíaco. A peça As bacantes de Eurípedes conta com as maiores qualidades das grandes tragédias gregas, personagens extremamente bem delineados com muita personalidade e muito bem arquitetados, é uma obra que nos prende a leitura.
Lendo o texto somos lançados neste universo de personagens, escolhas, oposições, afetos e gestos e somos compelidos, ao encontrar toda a sua beleza, a compreender um pouco deste mundo tão antigo e que continua capaz de nos lançar nos limites mais, extremos da realização humana, pois é uma obra rica em suspense com uma rápida e intensa ação dramática. Quando se lê As Bacantes de Eurípedes. Defrontamo-nos com algum incomum com a história, Afinal de contas, o deus Dioniso - que tem poder sobre os mortais - é o deus do vinho e das orgias, e cuja moral é muito diferente da do Deus da tradição judaico-cristã.
A atitude de vingança de Dioniso apresentada na obra é completamente contra os padrões e bastante diversa daquela que se poderia esperar do Deus cristã. Esta tragédia simbólica foi o testamento final de Eurípedes, revelando no autor de AS BACANTES tanto um realista quanto um poeta de fértil imaginação, um racionalista e um psicólogo, ao mesmo tempo.
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