
Curso Licenciatura em Artes Visuais
Teoria da Arte - Artes Visuais UAB3
Aluno: Clevio Cardoso dos Santos.
Plínio o Velho
Gaius Plinius Secundus (N. Como, Itália, 23 d.C.; ob. perto de Pompeia, Itália, 25 de Agosto de 79 d.C.), mais conhecido como Plínio o Velho, foi um escritor, naturalista e comandante do exército no Império Romano. Aos 12 anos passou a viver em Roma, onde foi educado na arte da oratória, estudou literatura, direito e teve também treino militar, os cargos mais elevados foram conseguidos apenas pelo seu herdeiro, no entanto, graças à posição do seu pai e também à sua própria educação, aos 23 anos já tinha começado uma carreira de oficial.
A sua primeira obra foi uma monografia sobre a utilização de lanças pela cavalaria e a este trabalho seguiu-se rapidamente outro sobre a história das expedições romanas na Alemanha, Por volta do ano de 58 d.C. Plínio já tinha terminado os seus deveres militares e regressou a Itália. Aqui, durante os 10 anos seguintes, escreveu trabalhos sobre oratória e gramática e terá provavelmente exercido também funções como advogado. Numa fase mais avançada da sua vida, Plínio tornou-se num conselheiro reconhecido de Vespasiano e depois de Tito. O seu último cargo oficial foi de comandante de uma frota com base em Miseno, na extremidade noroeste da Baía de Nápoles. Foi a partir desta cidade que começou a viagem que o levou à morte, tendo sido tomado pelos fumos provenientes da erupção do Vesúvio, perto de Pompeia.
Gaius Plinius Secundus também apresentava em muitas de suas obras relatos e acontecimentos que descreviam figuras do passado. Mas não era só o seu interesse em História que estava refletiu no seu trabalho. A oratória também está presente, principalmente nas numerosas denúncias de ganância, extravagância, decadência moral e ainda em panegíricos da Natureza, do Império Romano, e Itália e de homens do estado como Tito, Pompeu e Cícero.
A sua principal e grande obra foi Naturalis Historia, um trabalho de 37 volumes dedicado a Tito (em 77 d.C.), mas cuja redação final foi feita por Plínio o jovem, já após a morte do seu tio, esta foi à única obra da sua autoria que chegou até aos tempos de hoje, seu desejo de ser útil e a necessidade de produzir registros duradouros da Ciência do passado foram os principais motivos que o levaram a escrever esta obra. Naturalis Historia acabou por influenciar grandemente os séculos seguintes (principalmente na área da medicina e da geografia). Apesar disto, a sua contribuição para a História da Arte é imensa: muitas das suas dissertações sobre pintura, esculturas em bronze e em mármore, Historiadores da Ciência consideram que muitas vezes as suas descrições tornam a identificação de espécies difícil, mas admitem que ele foi indispensável: mesmo quando estava errado, as suas idéias acabaram por ajudar a obter novas perspectivas, como uma fonte de informação, tanto científica como não-científica.

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