
Curso Licenciatura em Artes Visuais
História do Teatro 1. ARV e TEA - UAB3
Aluno: Clevio Cardoso dos Santos.
A TEMPESTADE, DE SHAKESPEARE
A tempestade a ultima obra de A última obra teatral de Shakespeare, graciosa pela sua historia é vista por muitos críticos como um de seus trabalhos mais singulares, esta obra narra uma trajetória dolorosa, vivida pelo aristocrata Próspero e sua filha Miranda, Próspero é usurpado do ducado por seu irmão Antonio, Próspero é possuidor de uma biblioteca fenomenal onde aprende sobre a magia, com a ajuda do rei de Nápoles, Alonso. Próspero e sua filha Miranda, ainda bem pequena, são jogados no mar por motivos políticos, e a buscar abrigo em uma pequena ilha, nesta ilha Próspero encontra varias dificuldades Na ilha, vivem somente uma bruxa, que logo foi vencida pela magia de Próspero, e seu filho, um monstro chamado Calibã que se torna seu escravo e aprende seu idioma. Aí então começam as comparações com o sistema colonial que viria a se fortalecer nos séculos seguintes à peça. o autor revela os esforços de pai e filha para garantirem a existência neste lugar repleto de surpresas. Ao mesmo tempo, revelações inusitadas e arrebatadoras têm como cenário esta terra estranha, esses monstros que habitavam a terra logo são domados e escravizados pela magia de Próspero e começam a garantir o sustento com o que há de melhor em sua terra.
Durante uma viagem à África para ceder sua filha a um rei de lá, Alonso retorna à Nápoles junto de seu filho, o príncipe Fernando, Antônio o “usurpador” Sebastião (irmão de Alonso), e outras figuras da nobreza. Então, Próspero chama uma tempestade tão grande e cheia de significados no meio literário que se torna, com razão, o título da peça. O rei de Nápoles, seu irmão e Antônio vão parar naufragados em uma parte da ilha onde se encontrava Próspero e sua filha Miranda, A intenção de Próspero é posicionar nesta Ilha os adversários para que aí eles sejam enlouquecidos.
O usurpador Antônio, então, incita Sebastião a matar Alonso para tomar o reinado de Nápoles à moda de Milão, repetindo sua trajetória de poder até o ducado. Esse plano sombrio falha graças a Ariel, gênio aéreo a serviço de Próspero, ele está por trás da tempestade que resulta o naufrágio de todos na ilha, e serve a Próspero perfeitamente, visando sua liberdade, a segunda direção assumida pela trama demonstra como os dons intelectuais e místicos de Próspero e Ariel se mesclam e, em conjunto, geram um naufrágio, porém, existem muitos outros aspectos da peça que são tão geniais, outros personagens que naufragam também na ilha é o despenseiro Estefânio, responsável por salvar toda a bebida do navio e dar um porre em Trínculo, um bobo da corte, e em Calibã, o monstro metade peixe/metade homem “colonizado”, esses personagens, bêbados, resolvem matar Próspero para se tornarem os senhores da ilha, mas isso só gera boas risadas durante a peça.
Próspero e sua filha se superam, e tendo alguns espíritos a seu serviço ele arquiteta sua vingança, por fim começa a executá-la, de forma sutil e natural com o auxilio do espírito Ariel, o que ele não esperava é que sua filha se rendesse aos encantos de Ferdinando, nascendo ai um amor entre ambos, sua filha e o filho de seu inimigo, Alonso o rei de Nápoles, ao final, o autor consegue juntar esses três núcleos em uma única cena e, em seu epílogo, em que Próspero consegue finalmente sua retomada do poder, Próspero foi realmente vitorioso em sua revanche.
Esta obra foi criada por Shakespeare por volta de 1611 e 1612 foi influenciado por diversas produções literárias do contexto em que viveu, particularmente pelas descrições das viagens marítimas de Peter Martur, que fazem com que a genialidade de Shakespeare, indiscutível, aflore mais uma vez, ou talvez pela última.
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